•Dezembro 23, 2009 • Deixe um Comentário

diluo nas mãos o ocre seco

….. de dedos afastados, deixo cair gotas pelo vestido.
e demoro-me a ver por onde se perdem.
no precipício da bainha, param.

……………………………………………. e invariavelmente caem.
..
não sei se por vontade, se por incapacidade de retorno.
mas acredito que lhes pesem as decisões de um caminho.
..

.. rita rocha
 

•Dezembro 21, 2009 • Deixe um Comentário

yes ..
in my dreams .  I “print – you”
throughout …
the city sleeps

•Dezembro 19, 2009 • Deixe um Comentário

um pedaço de ” lugar último “

… em tantos anos não ignoro como os elefantes

florescem . Neste lado de agora

vejo como os cravos batem no ar que bate

na roupa que bate nas pedras .

E penso : houve uma quinta , quarta

uma

terça , uma segunda – feira , uma sexta – feira .

Bocados exaltados por cima .

Porta extática debaixo dos raios .

Sábado era um dia de ardente vileza .

Um domingo de amor ou de exemplo .

Eu era um amante que era uma semana .

De lado :

ou era a chuva

amada por uma misteriosa velocidade ,

ou o sol que a lentidão

apaixona por dentro

Herberto Helder

•Dezembro 19, 2009 • Deixe um Comentário

” O ! know . sweet love . I always write of you .

And you and love are still my argument :

So all my best is dressing old words new .

Spending again what is already spent :

For as the sun is daily new and old .

So my love still telling what is told .

Shakespeare

•Dezembro 19, 2009 • Deixe um Comentário

” não penses nos teus amigos ao escrever , nem na impressão que causará a tua história . Conta como se o relato não tivesse interesse senão para o pequeno ambiente das tuas personagens , das quais tu poderias ter sido uma . Não há outra maneira de obter a vida num conto . “

Norton . Cristina  « os mecanismos da escrita criativa »

•Dezembro 18, 2009 • Deixe um Comentário

“ let us do what you fear most ,

than from which you recoil ,

but which still makes your eyes moist “

Lou reed

•Dezembro 17, 2009 • Deixe um Comentário

•Dezembro 16, 2009 • Deixe um Comentário

RARA

ouço – te

a ser rara

a estrela

no espaço

onde algo

se desprende

e quase tudo

se desmonta

ouço – te

a virar

os paus

a comer

vestígios

importantes

e estás

em apuros

com as noites

estás em ponta fina

de margens

dadas

os braços

pelo pó

e os olhos

por força maior

ouço – te

ao aparecer

da vista

e do tacto

e estás incólume

de mim

das causas

disso

dos porquês

daquilo.

Miguel Esteves Cardoso

•Dezembro 15, 2009 • Deixe um Comentário

•Dezembro 15, 2009 • Deixe um Comentário

pratt sobre maltese

” ele sonha com os olhos abertos e aqueles que sonham com os olhos abertos são perigosos porque não sabem quando acabam os seus sonhos “